Umbanda e Candomblé, pelo mesmo axé!
MUDAR PARA CRESCER
Apolônio A da Silva
Indubitavelmente a religião afro-brasileira, em seus diversos seguimentos, precisa
mudar a sua forma de arrebanhar adeptos. Nada se tem feito de forma coletiva e
eficaz neste sentido. É claro que a estrutura da religião afro-brasileira é diferente
daquelas outras religiões que tomei por base para escrever este artigo: a religião
Católica, a Universal do Reino de Deus e a Igreja Adventista do 7º Dia, além de
outras, por exemplo. Essas religiões fazem um ótimo trabalho quando se refere a
arrebanhar adeptos. Para constatarmos isso, basta passar na frente de um de seus
templos e pegar seus jornais, panfletos, folders ou ver os seus programas na televisão
ou ouvi-lo no rádio. E o que faz a religião afro-brasileira em relação a isso?
Eficazmente, nada!
Já é tempo de mudar nossa mentalidade, de deixar de ser separatistas, de cada um se
fechar em seus Terreiros e não se importar com a religião como um todo. Estamos no
século XXI. Já passamos do ano 2000, tão esperado, faz horas. Devemos buscar a
unidade nos objetivos comuns a serem alcançados. Não é porque não somos uma
religião fundamentalista que não podemos ser unos. Podemos sim! E somos mais
unidos do que imaginamos. Querem ver só?!
a.) O objeto de culto da religião afro-brasileira é um só - os Orixás e Entidades de Luz
(Caboclos e Pretos Velhos);
b) Os instrumentos ritualísticos utilizados são comuns a todos: atabaques, agogôs,
maracas;
c) Todos os babalorixás, ialorixás ou zeladores de Santo usam o "Adjá" como
instrumento para atrair as vibrações dos Orixás e Entidades;
d) Os Orixás e Entidades são chamados no local de ritual através de cantos
específicos e danças rituais sagradas;
f) Todos acreditam na existência de um só DEUS CRIADOR, ÚNICO PARA TODOS
OS POVOS, a Quem chamamos de Olodumare, Olorum, Zâmbi, Tupã, etc.,
dependendo de cada etnia, mas prevalecendo as denominações Olorum e Zâmbi;
Poderia ficar relacionando mais semelhanças, se assim o desejasse, mas acho
desnecessário. Não importa a que ramificação étnica pertençamos: (Umbanda,
Batuque, Candomblé, Xangô, Almas e Angola, Omoloko,...). O que realmente importa
é que unamo-nos em torno de nossas semelhanças e demos menos importância às
diferenças. Assim, seremos fortes. É essa união que a UNIAFRO busca despertar nas
pessoas que cultuam a religião afro-brasileira ou dela são simpatizantes. A UNIÃO
PELA SEMELHANÇA É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE A DESUNIÃO PELAS
DIFERENÇAS. Desejamos essa união tão almejada; pois somente assim, todos nós
conquistaremos nosso espaço e nos tornaremos tão fortes quanto foi Palmares,
enquanto esteve unido entre Ganga Zumba e Zumbi.
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Apolônio A da Silva - Coord. Administrativo da UNIAFRO
Profissão: Func. Púclico Federal - área de atuação: Educação
Florianópolis - SC
OBS.: Não achei a continuidade desse texto, mas quem por acaso achar indique-nos.
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